Fusão e Comunicação Interna

13/09/2011 at 04:29 Deixe um comentário

Por Thaise Fernandes                

A fusão entre organizações costuma ser usada para enfrentar a forte concorrência, para reduzir custos operacionais ou até mesmo para encarar uma crise financeira. A intenção é manter a competitividade de seus produtos e serviços e sustentar a presença no mercado.

O que não se pode esquecer é que a fusão de companhias é um contraste de culturas, estando entre as mais relevantes mudanças organizacionais. Portanto, o papel da comunicação interna é essencial nesse momento.

É importante que os funcionários estejam envolvidos desde o princípio, para isso é preciso dedicar muita atenção a comunicação, criando canais que atinjam todos os públicos, para que a informação venha primeiro da organização e não de terceiros.

O discurso deve ser unificado a fim de gerenciar a informação interna e não dar espaço para rádio-peão. Dessa maneira um clima de tensão entre os colaboradores pode ser evitado, além de fazer com que eles não se sintam desvalorizados, desmotivados ou com a vontade de pedir demissão.

É preciso despertar o orgulho de pertencer à nova organização, unificar a cultura, além de criar uma imagem padronizada dos valores. É por isso, que os líderes de cada organização também devem estar envolvidos nesse processo, mostrando compromisso com a mudança e alinhando seu discurso com as ferramentas de comunicação utilizadas.

Um veículo que pode ser usado para que todos fiquem atualizados é o hotsite, por ser dinâmico todos têm fácil acesso e podem interagir. É uma maneira de divulgar as informações e acabar com o medo e a insegurança entre os funcionários, um local onde todas as questões relacionadas a fusão podem ser esclarecidas, como por exemplo os salários e contratações.

Também é fundamental entender os veículos de comunicação interna utilizados em cada empresa para avaliar quais deverão continuar existindo na nova organização e de que forma poderão ser utilizados.

O principal é que os comunicadores não podem esquecer que o processo de fusão deve receber atenção antes, durante e depois. Após o anúncio da decisão, a fusão ainda dura muitos meses, pois uma nova cultura está sendo implementada e o tempo de cada colaborador de se adaptar deve ser respeitado.

Vale ressaltar que o papel da comunicação interna é importantíssimo, mas alguns valores, como a cultura, são imutáveis. O papel do comunicador não é impor e sim reduzir as perdas ao máximo.

O livro “Paixão por vencer. A bíblia do sucesso”, de Jack Welch, um dos CEOs mais importantes do mundo, conta as sete armadilhas da fusão.

Confira também um vídeo que fala da importância da comunicação interna em fusões:

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/23913_COMUNICACAO+INTERNA+E+ESSENCIAL+EM+FUSOES+PARTE+3

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